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Autismo

Autismo e plano de saúde: quais os direitos assegurados?

Saiba quais são os direitos da criança com autismo e plano de saúde 

Vários pais ainda enfrentam inúmeras barreiras para garantir que seus filhos com autismo, ou o Transtorno do Espectro Autista (TEA), tenham acesso às sessões completas do tratamento pelo plano de saúde contratado. 

O plano de saúde tem a finalidade de assegurar a saúde dos beneficiários, garantindo o acesso a exames, consultas, tratamentos e procedimentos cirúrgicos que promovam o bem-estar. 

Porém, algumas barreiras são impostas para aqueles que procuram tratamentos específicos e precisam recorrer ao Poder Judiciário para usufruírem daquilo a que têm direito — esse é o caso de crianças com autismo em relação ao plano de saúde. 

No artigo você vai entender o que a legislação assegura e quais os direitos de uma criança com autismo mediante o plano de saúde. 

O que a lei diz sobre o autismo e plano de saúde?

A lei que dispõe sobre os planos e seguros privados é a Lei Nº 9.656/98. A legislação assegura a cobertura para doenças listadas na Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde, também conhecida como CID.

 

Nessa classificação, todos os diagnósticos do Transtorno do Espectro Autista (TEA) estão listados no código 6A02.

 

Além da cobertura obrigatória prevista na lei de planos de saúde, também existe a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (Lei Nº 12.764 de 2012).

Dentre os direitos da pessoa com transtorno do espectro autista está o acesso a ações e serviços de saúde que tenham o objetivo a atenção integral às suas necessidades de saúde.

Isso inclui o atendimento multiprofissional, nutrição adequada, terapia nutricional, medicamentos e informações que auxiliem no diagnóstico e no tratamento.

 

Assim, caso você sofra alguma negativa na cobertura de tratamentos ou limitação de sessões de terapias, é possível dar entrada com uma ação judicial para ter acesso aos direitos resguardados pela lei.

 

Em julho de 2021, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) garante que os portadores do Transtorno do Espectro Autista (TEA) passam a ter direito a um número ilimitado de sessões com psicólogos, terapeutas ocupacionais e fonoaudiólogos para o tratamento.

 

Além disso, o direito a sessões ilimitadas com fisioterapeutas já estava assegurado anteriormente. Assim, percebemos uma série de direitos relacionados ao autismo e o plano de saúde contratado.

 

Como dar entrada em uma ação judicial?

 

A operadora do plano de saúde pode negar atendimento diante de várias situações. As mais frequentes são as negativas de tratamento para a terapia ABA (Análise do Comportamento Aplicada), limitação no número de sessões e dificuldades para o reembolso das despesas com o tratamento. 

No caso de negativa para a terapia ABA, as operadoras dos planos de saúde alegam que ela não está listada no Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde da ANS e, assim, surgem as negativas envolvendo o tratamento para crianças com autismo no plano de saúde. 

No entanto, assim como outros tratamentos multidisciplinares, a terapia ABA também apresenta cobertura pelo plano de saúde.

 

Quanto ao número de sessões, é importante ressaltar que apenas o médico possui o direito de indicar quantas sessões e qual o tratamento adequado para cada paciente.

 

Portanto, o plano de saúde não pode limitar as sessões ou negar a cobertura de tratamento para crianças com autismo.

 

Como mencionado anteriormente, a própria Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) estendeu o direito a sessões ilimitadas para todo o país.

 

Muitos pais também precisam buscar tratamentos fora da rede credenciada pelo plano de saúde e, ao pedirem reembolso, sofrem negativas pela operadora.

 

Todas as situações citadas são consideradas abusivas e é necessário entrar com uma ação judicial.

 

Por isso, busque um advogado especialista em ação contra plano de saúde para ter orientação adequada e para que ele possa ingressar com o pedido de uma liminar judicial.

 

Com a liminar judicial aprovada, a criança poderá continuar o tratamento sem ter que esperar o final do processo e, assim, não terá prejuízos para o seu bem-estar e promoção de qualidade de vida.

 

Busque ajuda qualificada

Casos de negativa para diversas situações que envolvam pacientes com autismo e plano de saúde podem ser revertidos com uma orientação profissional especializada.

 

Não deixe de procurar ajuda para assegurar seus direitos e conte com a assistência de um advogado especialista em ação contra plano de saúde.

 

O advogado especialista saberá quais serão os procedimentos que precisarão ser realizados e como prosseguir com a ação judicial de forma a obter o melhor resultado.

 

Fale com um especialista e solicite uma orientação sem compromisso!

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Cobrança Empresarial

O que é inadimplência?.

O que é inadimplência? Pode parecer óbvio, mas o conceito gera um pouco de confusão.

O que é inadimplência? Pode parecer óbvio, mas o conceito gera um pouco de confusão.

Se a sua  empresa tem uma dívida, ela está inadimplente? Como resolver e prevenir a inadimplência? 

Vamos destrinchar este termo para saber mais sobre esse assunto.

Pense na seguinte situação: uma pequena empresa sofre consideravelmente os efeitos da pandemia. As medidas de restrições e isolamento reduziram o seu faturamento em torno de 70%. 

A empresa adota todas as medidas para sua sobrevivência, dispensa funcionários, renegocia o aluguel, e corta todos os custos possíveis. Mas essas medidas ainda não são suficientes, e ela não encontra outra saída a não ser fazer um empréstimo. 

Esse cenário aconteceu com a maioria das empresas no início da pandemia. Muitas até mesmo fecharam, outras estão tentando sobreviver arrastando muitas dívidas. Contudo, neste cenário, muitas empresas assumiram dívidas que não estavam preparadas para lidar. 

E qual a consequência disso? Um efeito em cadeia que afeta todos os envolvidos, desde os fornecedores até os próprios clientes, gerando um ciclo de inadimplência.

Assim como as pessoas, as empresas também podem ficar inadimplentes quando não fazem o pagamento aos fornecedores, órgãos federais, e até mesmo aos funcionários. 

A boa notícia é que o número de inadimplentes no Brasil está caindo, conforme artigo recente publicado no Money Times: “Um levantamento mensal realizado pela Serasa Experian mostra que o índice de inadimplência das micro e pequenas empresas melhorou no comparativo entre maio e abril deste ano. A redução de 0,4% ficou marcada como o primeiro resultado positivo de 2021, que iniciou com quatro altas consecutivas.”

Contudo, o artigo menciona que os pequenos negócios estão lucrando em torno de 43% a menos do que lucravam antes da pandemia. Ou seja, mesmo com a flexibilização e a retomada das atividades, o faturamento ainda está abaixo da normalidade. Estes números afetam diretamente a taxa de endividamento das empresas e pode levar à inadimplência.

Entender melhor o que é inadimplência, pode ajudar as empresas a lidar com o problema. É isso que vamos abordar nesse artigo.

O que é inadimplência e o que é um cliente inadimplente

Inadimplência é quando uma pessoa (física ou jurídica) deixa de cumprir uma obrigação financeira, ou seja, quando o pagamento de alguma conta não é realizado na data de vencimento. 

É digno de nota que toda inadimplência é uma dívida, mas nem toda dívida é uma inadimplência. Explicaremos mais sobre isso logo adiante no texto.

O que é um cliente inadimplente? Para dizer de um jeito simples, é o cliente que não paga no vencimento. 

É responsabilidade da pessoa que adquiriu um bem ou serviço, o pagamento na data correta. No caso de pessoas jurídicas, a responsabilidade recai sobre o gestor da empresa. Este deve evitar ao máximo situações que possibilitem contas em atraso e prejudiquem o fluxo de caixa e a capacidade de pagamento.

Ter uma dívida e estar inadimplente não é a mesma coisa

Talvez pergunte: minha empresa fez um financiamento, significa isso que está inadimplente?

Embora o financiamento seja uma dívida, a inadimplência é caracterizada pelo não pagamento no prazo acordado. Portanto, se as parcelas do financiamento não estão vencidas, essa dívida não se caracteriza como inadimplência.

Outra confusão comum é pensar que uma pessoa/empresa só fica inadimplente quando está com o “nome sujo”, ou seja, cadastrado nos órgãos de proteção ao crédito.

Não é o caso, uma pessoa pode estar inadimplente sem nunca ter sido cadastrada nos órgãos de proteção.

Entretanto, se uma pessoa ficar com o “nome sujo”, ela pode ter dificuldades em realizar futuras compras.

Para evitar problemas, a maioria das empresas consulta o ‘score’ de um consumidor antes de liberar crédito. Então, mesmo após a inadimplência ter sido resolvida, um histórico de devedor fará que o ‘score’ seja baixo, isso servirá de alerta e as empresas liberarem crédito.

Leia também Como cobrar um cliente?

A inadimplência e a pessoa jurídica

Toda a empresa precisa lidar com os dois lados da inadimplência.

Se uma companhia vende produtos e não recebe de seus clientes, como poderá honrar seus compromissos com os fornecedores?

Esse é um ponto importante a entender: no caso de empresas, a inadimplência gera inadimplência.

Por isso, as companhias precisam se resguardar ao máximo para evitar serem atingidas por esse problema.

Elas precisam se certificar de controlar a inadimplência de seus clientes, para manter a saúde financeira da empresa.

A seguir, colocaremos alguns pontos de alerta que podem ajudar empresas a não sofrerem com a inadimplência de seus clientes.

Passos para mapear e lidar com clientes inadimplentes

Você sabia que é possível mapear clientes inadimplentes para se proteger?

Isso mesmo, é possível criar um perfil do consumidor inadimplente. Obviamente, este perfil pode variar bastante conforme o nicho de atividade de cada empresa. Por isso é importante que você entenda o que acontece na sua empresa para traçar este perfil.

Como referência sobre que pontos você pode observar, veja este artigo da Serasa que traça um perfil genérico nacional:

“O Brasil tem milhões de consumidores inadimplentes, segundo o Indicador Serasa Experian de Inadimplência do Consumidor. E um estudo mostra o perfil do inadimplente brasileiro:

  • os homens são maioria, com 50,9% dos inadimplentes;
  • as pessoas que ganham de 1 a 2 salários-mínimos é a mais atingida (39,1%), seguida dos que ganham até 1 salário mínimo (38,8%);
  • a maioria dos inadimplentes possui apenas uma dívida (37,3%). Mas 30,7% dos consumidores negativados possuem quatro dívidas ou mais;
  • entre os inadimplentes, 19,4% têm idade entre 41 e 50 anos. Em segundo no ranking estão os jovens de 18 a 25 anos (14,9% do total).”

Com essas informações, as empresas que trabalham com o consumidor final poderão analisar se o cliente está no perfil de inadimplente e se proteger. 

Algumas sugestões podem ajudar você a conhecer e lidar com seu perfil de clientes inadimplentes.

1. Análise preliminar de perfil do cliente

Antes de liberar a compra a prazo, certifique-se que ele não tenha outras dívidas ou uma má reputação que indique que poderá lesar a sua empresa.

2. Faça um contrato

Antes de vender ou iniciar uma prestação de serviço, assine o contrato com o cliente. O documento deve ter todas as obrigações das partes envolvidas, incluindo o pagamento pontualmente na data estabelecida.

3. Priorize pagamento à vista

Para os clientes que se enquadre no perfil de inadimplente, uma boa opção é oferecer vantagens para pagamento à vista.

4. Inclua multa no contrato

A multa deve ser aplicada em caso de rescisão contratual e se o cliente atrasar ou não efetuar o pagamento.

5. Treine seus funcionários

Todos na empresa tem que saber como evitar clientes inadimplentes e conhecer as estratégias para lidar com a situação. Inclui não só o departamento Financeiro, mas outros setores como, Vendas, Atendimento ao Cliente e Suporte.

Leia também Como Diminuir a Inadimplência em 7 passos

Sua empresa sempre fica inadimplente? Saiba como evitar esse problema.

Agora que você conseguiu se organizar para que seus clientes paguem em dia, hora de arrumar suas próprias contas. Para deixar de ser inadimplente é necessária uma força tarefa com todos os setores para buscarem soluções de organização nos pagamento e contenção de despesas. 

Veja algumas recomendações para reduzir a inadimplência da sua empresa.

1. Automatize os pagamentos

Busque sistemas que permitam uma visão gerencial com acesso ao histórico de pagamento dos clientes, possibilitando visualizar os pagamentos em abertos para confusões e esquecimentos ao pagar as contas. 

2. Organize 

Delegue tarefas para funcionários que incluam: fazer um levantamento de todos os gastos, inclusive os pequenos. 

3. Planeje 

Faça um planejamento listando as contas a vencer e conciliando com os valores que vão entrar através dos pagamentos dos clientes. Se perceber que terá mais despesas do que recebimentos, tome ações para evitar ficar inadimplente.

4. Tome ações de melhoria 

Dentre as ações que você pode tomar para evitar ficar inadimplente você poderá: cortar gastos não essenciais, pesquisar fornecedores com preços mais competitivos, negociar prazos melhores de pagamento, etc.

5. Negocie dívidas antigas 

Contas antigas em aberto podem prejudicar muito a reputação de sua empresa. Além disso, pagar juros altos pode ser inviável para quem já está numa situação de inadimplência. Por isso, não tenha vergonha de procurar seus fornecedores para renegociar dívidas antigas.

6. Tenha uma boa gestão de contratos 

Fique atento ao assinar ou encerrar contratos de fornecimento. Eles precisam ter cláusulas claras para evitar problemas na hora de trocar de fornecedores, evitando litígios.

7. Monitore sempre 

O monitoramento constante através de indicadores de desempenho é importante para avaliar a efetividade das estratégias e buscar a melhoria contínua.

A inadimplência é um problema na maioria das empresas, tanto na hora de comprar como de vender. Entretanto, é possível se proteger e evitar um impacto no caixa e na operação da empresa.

A orientação de um profissional especializado é fundamental para:

  • analisar seus contratos e evitar disputas com relação a pagamentos;
  • orientar sua equipe a lidar com clientes inadimplentes;
  • conduzir negociações de pagamento.

Você sempre poderá contar com a ajuda de um advogado para ajudá-lo a saber como lidar com a inadimplência na sua empresa.

Consulte um de nossos especialistas e continue sanando suas dúvidas.

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Cobrança Empresarial

Como cobrar aluguel atrasado?.

É da natureza humana querer confiar nas pessoas. Seu avô provavelmente conduzia os negócios com um aperto de mão. Infelizmente, o mundo é um lugar diferente e agora as relações são definidas por contratos e leis, em vez de confiança. Então a pergunta permanece: como cobrar aluguel atrasado?

No caso da cobrança de aluguéis, conhecer seus direitos garantidos por lei pode te poupar muito estresse e frustração na hora de cobrar um inquilino inadimplente.

Recentemente, houve uma mudança temporária na Lei do Inquilinato devido à pandemia. Essa mudança gerou impactos na inadimplência do mercado imobiliário e está causando muita confusão.

Será que essa mudança na lei incentivou a inadimplência? Quando é hora de cobrar um aluguel? E como cobrar um aluguel? Isso é o que vamos considerar agora. 

A inadimplência no mercado imobiliário

A pandemia trouxe muitos efeitos devastadores que conhecemos bem, um deles foi aumentar a inadimplência no mercado imobiliário, pois boa parte da população teve grandes perdas financeiras afetando até mesmo sua sobrevivência.

Num esforço de não deixar muitas pessoas desabrigadas durante esse período, foi aprovada a Lei 14.010/20 que dispõe sobre o regime emergencial do direito privado no período da pandemia. Além de uma determinação pelo Supremo Tribunal Federal (STF) suspendendo os despejos por seis meses.

Apesar de ter sido uma medida de proteção social, isso trouxe consequências Estas alterações dificultaram aos proprietários a retomada de seus imóveis dos locadores inadimplentes. 

Para alguns, a lei foi recebida como uma interferência no direito de propriedade e para os que têm os imóveis locados como sua única fonte de renda, foi entendida como um incentivo à inadimplência. 

Essa Lei não está mais em vigor, acabou em 30 de outubro de 2020. As medidas eram temporárias e já terminaram, mas os períodos de incerteza continuam. As pessoas parecem ainda mais confusas em conhecer seus direitos. 

Além disso, a crise continua e a inadimplência imobiliária ainda está crescendo. De acordo com uma matéria publicada no portal G1 o número de famílias ameaçadas de despejo aumenta 660% em um ano só no estado de SP. Os números refletem um empobrecimento da população e do déficit habitacional durante a pandemia de Covid-19.

Para as imobiliárias, a inadimplência é um grande desafio, e interfere em vários setores do seu negócio, como no fluxo de caixa, folha de pagamento, quitação de fornecedores, etc.

Diante dessas circunstâncias, como se proteger? Isso é o que vamos considerar agora.

Leia também Como Diminuir a Inadimplência em 7 passos.

Evitando aluguéis atrasados

A melhor forma de se evitar problemas neste sentido é tomando ações antes da locação.

Utilize um contrato feito por advogados profissionais e fuja dos modelos da internet que são inseguros e não abrangem todas as nuances da situação.

Também, verifique se está fazendo a análise de crédito correta sobre capacidade financeira do cliente, certifique-se de oferecer a opção de pagamento e garantia da locação adequada.

Entretanto, se o problema já está acontecendo, é importante continuar a leitura deste artigo para saber como lidar com a situação. 

O que caracteriza um aluguel atrasado, quando é a hora de cobrar?

Num imóvel alugado existem muitos direitos e deveres envolvidos e é fundamental que estejam bem definidos em um contrato. 

Contudo, é obrigação do inquilino efetuar o pagamento em dia, caso isso não ocorra, o aluguel fica em atraso.

Se isso acontece, não se desespere. Geralmente o problema pode ser resolvido amigavelmente com uma boa conversa.

Tenha um bom canal de comunicação com o inquilino para poder informá-lo do atraso. Esse contato deve ser feito assim que apontar o atraso no pagamento, nos primeiros 5 dias. 

Sua mensagem deve ser simples e amigável, visando entender o motivo do atraso. Ofereça uma forma para ele conseguir efetuar o pagamento. Caso a mensagem não surta efeito, faça um contato direto com o inquilino, via telefone ou pessoalmente. 

Considere o histórico do inquilino. É um atraso pontual e recorrente? Se for um bom inquilino, poderá facilitar o pagamento com prazos, parcelamentos ou isenção de multas. 

Entretanto, se ele costuma atrasar, talvez seja um sinal de alerta para um problema mais sério. Sempre que possível, procure uma solução amigável, extrajudicial, que costuma ser a melhor opção para todas as partes. 

Importante pontuar algumas sugestões que podem ajudar a resolver um aluguel atrasado de maneira eficiente e assertiva.

Leia também O que é e como fazer uma confissão de dívida?

Como cobrar aluguéis atrasados 

 Veja o que você pode fazer na prática para cobrar um aluguel atrasado.

1. Tenha um histórico de pagamento dos clientes

Desenvolva estratégias de negociação específicas para cada situação. Pense com antecedência que passos você precisa dar para cobrar um cliente que: 

  • sempre atrasa;  
  • eventualmente atrasa, mas paga o aluguel; 
  • paga em dia, mas em um caso isolado, deixou atrasar.

Um bom sistema de gestão agiliza essa tarefa e evita estresse.

2. Abordagem correta

Ao cobrar, use sempre uma linguagem amistosa e cordial. Evite um tom de ameaças e insultos nas mensagens, e-mails, ou ligações telefônicas,  

Atenção ao horário de cobrança, elas devem ser enviadas em dias úteis e durante o horário comercial. Algumas cobranças podem ser consideradas abusivas e ter penalidades por lei.

A cobrança pode ser usada como um contato pós-venda, sugerindo soluções. Humanizar o atendimento garante a continuidade do bom relacionamento entre as partes.

3. Descomplique o acesso ao pagamento

Se o inquilino atrasa o pagamento por não receber o boleto, o problema pode ser sanado melhorando o processo de cobrança. Criar um sistema automático ou com acesso online pode facilitar o acesso e resolver o problema.

4. Verifique a melhor data de pagamento

Que tal negociar a troca do vencimento? Será que o vencimento do aluguel corresponde com o dia de pagamento do salário do inquilino? Esse ajuste simples pode ser o suficiente para evitar o atraso do pagamento.

5. Cobre a multa prescrita no contrato

O contrato de locação prevê multas e juros caso o aluguel não seja pago em dia e você precisa fazer valer o seu contrato. A negociação desta cláusula pode ser interessante em alguns casos, mas cuidado para que isso não seja um hábito.

6. Saiba quando entrar com uma ação de despejo

Não tendo sucesso nas tentativas de entrar em acordo com o inquilino, pode iniciar uma cobrança judicial. Mas se mesmo assim o inquilino não efetuar o pagamento, será necessário solicitar a desocupação do imóvel. 

Segundo a lei do inquilinato, a ação de despejo pode ser iniciada a partir do primeiro dia de atraso do pagamento do aluguel, mas isso não precisa acontecer desta forma. 

O despejo é uma medida drástica e o melhor é que ele aconteça somente após todas as tentativas de negociação fracassarem. 

O aluguel atrasado tornou-se um grande problema na pandemia, mas algumas medidas podem resolver a situação sem estresse.

O importante é sempre saber lidar com a situação e entender a hora de tomar ação para resolver a situação.

Deixar o problema se arrastar por meses ou manter um inquilino que está vandalizando a propriedade não deve ser opção.

Para casos mais graves, a ajuda de um advogado especializado é essencial para resolver a situação e recuperar seus valores.

Por isso, se você ainda tem dúvidas sobre como cobrar aluguel atrasado, consulte um de nossos especialistas. 

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Cobrança Empresarial

O que é e como fazer uma confissão de dívida?

Falar em assinar uma “confissão de dívida” pode assustar muitas pessoas. Apesar do nome intimidador, na verdade, este acordo de confissão pode ajudar ambas as partes, tanto pessoas com dívidas quanto aqueles que precisam receber. 

Como? Quando deve ser usado e como fazer? É o que vamos considerar agora.

O ano de 2020 teve o maior número de famílias endividadas desde 2010, fato que intuitivamente leva à conclusão de que a inadimplência, que já é um problema real e comum no Brasil, estaria nas alturas.

Mas o que temos observado é que, embora a inadimplência seja um problema, algumas pessoas estão dispostas a negociar suas dívidas. 

Isso é o que diz o recente artigo publicado na CNN Brasil (02/07/2021): “valor da dívida de brasileiros está mais alto, mas a inadimplência recua”. 

Os brasileiros estão pagando mais as suas contas, mas o valor de suas dívidas é o maior dos últimos 12 meses, ficando, em média, R$ 3.937,38 por pessoa em maio — o que representa uma alta de 1,3% ante o mês anterior.

Conforme o mencionado artigo, ao todo, são 65,5 milhões de inadimplentes no Brasil, um pouco a menos do que o pico verificado em abril do ano passado, no início da pandemia, quando o número era 65,91 milhões. 

Apesar da inadimplência acontecer com frequência no Brasil, parte de seus devedores tentam negociar suas dívidas. E para isso, usam um documento que se chama Termo de Confissão de Dívida

Qual é a utilidade e os benefícios desse documento? Este artigo é para te ajudar a entender tudo sobre confissão de dívida.

O que é e como funciona a confissão de dívida ?

O termo de confissão de dívida tem o objetivo reconhecer e delimitar o cumprimento de uma dívida ,sendo um acordo entre o devedor e seu credor. 

Ou seja, é um contrato, onde o devedor reconhece a dívida e promete quitá-la, constituindo ou não uma garantia.

Para o credor, a vantagem desse documento – como o próprio nome já diz – é a confissão da dívida, cláusula em que o devedor reconhece que deve determinado valor e assume que o pagará no tempo e modo acordados, além de impedir que o devedor posteriormente negue ou questione o débito que contraiu.

Importante destacar que, o termo é benéfico para todas as partes envolvidas, pois, além do credor, o devedor também se beneficia ao assumir e negociar seus débitos, uma vez que, por ser um acordo, a cobrança só poderá ocorrer nos limites e condições pactuadas.

Por que fazer um termo de confissão de dívida?

Quando não há um documento escrito que reconhece os valores devidos, pode ocorrer a negação da obrigação e a falta de pagamento. 

Esse termo é um título extrajudicial, que se torna, a partir de sua assinatura, um título executável, ou seja, dá ao credor o direito de impor ao devedor o cumprimento de sua obrigação caso fique inadimplente.

Em outras palavras, se o termo de confissão de dívida for apresentado na Justiça, o devedor é forçado judicialmente a pagar, o mais rápido possível, o valor assumido. 

Em caso de não pagamento da dívida, o devedor poderá ser alvo de:

  • bloqueio de conta bancária;
  • busca e apreensão de automóveis;
  • penhora de bens, como casas ou apartamentos;

Para evitar uma situação tão extrema, é aconselhável estar atento e cumprir os detalhes do termo.

Para o devedor, o termo de confissão de dívida pode ser vantajoso porque estabelece exatamente os valores das parcelas e as taxas de juros, também ajuda a  evitar que seu nome seja manchado perante os órgãos de consulta durante a vigência do acordo.

Percebe-se que há grandes vantagens em firmar este acordo. Mas, como fazer um termo de confissão de dívida?

Como fazer e usar confissão de dívida?

O primeiro passo para fazer um documento de confissão de dívidas é conhecer os elementos básicos para elaboração, são eles.

  1. Especificar no contrato os dados das partes envolvidas (nome completo, documentos de identificação – CPF, RG e CNPJ -, estado civil, endereço, e profissão);

  1. Identificar as responsabilidades de cada um;

  1. Documento datado e assinado pelas partes envolvidas e duas testemunhas. Todas as partes devem receber uma via do documento;

  1. O valor da dívida deverá constar em forma numérica e escrito por extenso;

  1. Especificar os termos aplicáveis, como data, forma de pagamento, taxas de juros, etc;

  1. Valor da multa em caso de atraso;

  1. Nos casos em que se exigem garantias, elas devem ser estabelecidas e especificadas;

  1. As cláusulas precisam ser claras e sem ambiguidade, identificando o novo acordo e novos prazos.

O termo pode ser estabelecido com ou sem garantias, sendo elas:

  • nota promissória;
  • duplicata;
  • fiador, pessoa que responde pela dívida, caso o devedor não pague;
  • caução, antecipação do valor em garantia;
  • hipoteca ou penhora de bens.

Os prazos e formas de pagamento estipulados devem ser cumpridos à risca, ou qualquer uma das partes pode abrir um processo contra a outra.

Cuidados ao fazer um termo de confissão de dívida

Antes de assinar esse documento, deve-se ler cuidadosamente o termo, confirmar os valores e condições. Questionar tudo o que não estiver claro e não for compreendido.

Após feito o compromisso, é dever das partes cumprir seus requisitos. Ao devedor, aconselha-se fazer um planejamento financeiro para conseguir assumir sua obrigação. 

Por sua vez, o credor deve estar atento às novas condições para executar as cobranças nos exatos termos da confissão de dívida.

O descumprimento do termo pode levar a um processo judicial com consequências piores. Por isso, é importante verificar se a dívida é realmente legítima ou se há alguma cobrança indevida.

Esse cuidado antes da assinatura evita grandes problemas, pois ao assinar o acordo, o devedor não poderá reclamar posteriormente de qualquer cobrança firmada no acordo. 

Por outro lado, cobranças fora do acordo podem ser consideradas ilegais,e se o nome do consumidor for inscrito nos órgãos de proteção ao crédito, poderá ter direito a uma compensação financeira pelos danos morais sofridos.

O principal objetivo de um termo de confissão de dívidas é a proteção legal que esse documento oferece, especialmente ao credor. Pois, em caso de descumprimento, uma ação judicial exige que o pagamento seja feito nos termos assinados.

Para quem está endividado, sempre é melhor negociar, assinar um termo de confissão de dívidas é algo sério. É importante consultar um advogado especializado em cobrança para ter certeza que termos estipulados não vão prejudicá-lo a longo prazo.

Como vimos, o termo de confissão de dívidas é um ótimo instrumento para quem precisa cobrar uma dívida e para quem deseja sair da inadimplência. Quando executado de maneira transparente, seguindo os cuidados que apontamos, serve de proteção para as duas partes.

Gostou da ideia de fazer este documento ao tentar um acordo com seus devedores? 

Conte com a ajuda de um advogado especializado em cobrança para a elaboração correta do documento Isso vai garantir sua segurança jurídica.

Conte com a ajuda de nossos especialistas para sanar suas dúvidas.

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Cobrança Empresarial

Cobrança indevida: como evitar problemas no pagamento?

A cobrança indevida é um erro muito comum. Empresas de todos os tamanhos estão sujeitas a este descuido, que pode ser causado por erro humano, falha no sistema de pagamento da empresa ou até mesmo por má-fé

De fato, isso é péssimo para a imagem da empresa, causa desconforto para o cliente e ainda pode resultar numa grande dor de cabeça jurídica e prejuízo financeiro, caso o consumidor entre com uma ação na justiça

Imagine se a empresa, além de realizar uma cobrança indevida, inscreve o nome do cliente em órgãos de restrição de crédito e ele decide entrar na justiça cobrando danos morais e materiais. Esse erro pode custar bem caro.

Será possível evitar esse problema na sua empresa? 

Sim! Falaremos sobre isso agora. Separamos várias dicas que podem te ajudar a ter um processo de cobrança à prova de erros.

O que caracteriza uma cobrança indevida ?

Cobrança indevida é um valor cobrado injustamente, obrigando o cliente a assumir um débito que não é seu ou que já foi quitado. 

Pode acontecer do cliente ficar com o nome negativado por não pagar a dívida no vencimento. Devido ao impacto no histórico financeiro que isso causa, o cliente pode recorrer à justiça e requerer indenização pelo dano moral e/ou compensação financeira pelo prejuízo

Segue abaixo alguns exemplos de cobrança indevida:

  • cobranças de taxas de serviços não autorizados;

  • pagamento em duplicidade;

  • qualquer cobrança de tarifa, serviço extra ou seguro não previsto em contrato com empresas;

  • débito automático não autorizado;

  • cobrança de serviços não utilizados pelo consumidor;

  • golpes e fraudes em cartões de crédito, contas bancárias e contratos, como no caso de cartões clonados e uso do CPF do cliente por estelionatários;

  • tarifas cobradas indevidamente em financiamentos, seguros e serviços de corretagem.

Em que situações uma empresa poderia ser acusada de cobrança indevida?

  • Venda indevida: quando a equipe comercial finalizar uma venda que o cliente não concorda.
  • Cobrança em débito automático ou tarifas não autorizadas: o cliente é cobrado por algo que não autorizou comprovadamente.
  • Cobrança de uma dívida quitada: o cliente é cobrado por um débito que já pagou.
  • Fraudes: quando os dados dos clientes são usados para efetuar uma negociação não autorizada.

A falta de tecnologia ou de um sistema com procedimentos corretos aumentam as chances de erro. Se os pagamentos não forem bem controlados, podem gerar cobranças indevidas e se repetem continuamente. 

Essa é uma preocupação que a empresa precisa se atentar para se prevenir, manter um bom relacionamento com cliente e evitar processos judiciais. 

Problemas que a cobrança indevida pode causar

Caso perceba que um de seus clientes foi cobrado indevidamente, não trate o assunto como algo trivial. Preocupe-se em resolver o mais rápido possível, dando a assistência necessária e fazendo acordo para ressarcir o cliente.

Em casos leves, a empresa pode ser prejudicada das seguintes formas.

  • Afeta o relacionamento: se a empresa não for rápida para retratar a situação, arrisca perder a confiança do cliente.
  • Danifica a reputação da empresa: o cliente irritado provavelmente irá compartilhar opiniões negativas sobre a empresa e abalar sua reputação.

No entanto, se a empresa não souber administrar bem o caso, a situação pode evoluir para algo mais complexo. Como no fluxo a seguir.

1. O cliente entra em contato com o SAC (Serviço de Atendimento ao Cliente) para resolver o problema;

2. Não solucionando o problema com o SAC, ele talvez contate a Ouvidoria da empresa;

3. Caso a empresa se recuse a resolver o problema, ele procura o PROCON (Programa de Proteção e Defesa do Consumidor) para mediar a negociação;

4. Não havendo acordo, provavelmente ele entrará na justiça com uma ação de cobrança indevida. Nesse caso, ele pode solicitar a anulação da cobrança e exigir a restituição de possíveis valores pagos em dobro, conforme explicaremos mais adiante neste artigo;

5. Na justiça, é possível pleitear uma indenização por danos morais e materiais, principalmente se o cliente tiver seu nome negativado em órgãos de restrição de crédito (SPC,Serasa e protesto) por conta de uma cobrança indevida.

Como vimos, um simples erro de cobrança, pode transformar-se em um grande problema se não for bem administrado.

O melhor que pode ser feito é cuidar para que isso nunca ocorra, vamos considerar agora como é possível evitar esse erro.

Como evitar a cobrança indevida

Investir em tecnologia na área de cobrança é o melhor caminho para evitar erros. Por automatizar o processo de cobrança, é possível organizar e ter um controle melhor.

Crie um planejamento de como seu fluxo de cobrança deve funcionar, depois procure um sistema que se adapte às suas necessidades.

Uma transição de sistemas pode gerar erros, por isso, teste e qualifique o processo antes de colocá-lo em funcionamento.

Tenha funcionários bem treinados que conheçam o plano de cobrança de cada cliente e saibam cobrar conforme o Código de Defesa do Consumidor.

Tenha um sistema que facilite os estornos, em caso de cobrança indevida, para que o dinheiro seja devolvido ao cliente o mais rápido possível.

 

Esses cuidados podem proteger sua empresa de futuros problemas causados por uma cobrança indevida.

Como resolver uma cobrança indevida

Ao identificar um erro de cobrança, a empresa precisa resolver prontamente, procurando o cliente para se retratar. Se foi o cliente quem procurou a empresa, o atendimento deve ser eficiente e dar prioridade ao caso, prestando a ajuda necessária.

Se o cobrador for rude ou inadequado, é bom passar o caso para outra pessoa com treinamento para apaziguar a situação quanto antes, para evitar mal-estar e causar prejuízos à imagem da empresa. 

Caso o cliente tenha pagado o valor indevido, deve-se estornar o mais rápido possível mantendo todo o processo bem documentado. 

Em alguns casos, dependendo do transtorno, você pode oferecer algum benefício, como um desconto ou vantagem para conquistar o cliente e evitar processos judiciais.

Por que se dar a este trabalho?

Se o cliente resolver levar o caso a justiça, ele poderá conseguir a devolução em dobro ao valor cobrado indevidamente, veja o que diz o Código de Defesa do Consumidor Art. 42:

“Parágrafo único – O consumidor cobrado em quantia indevida tem direito à repetição do indébito, por valor igual ao dobro ao que pagou em excesso, acrescido de correção monetária e juros legais, salvo hipótese de engano justificável.”

Isso quer dizer que se for constatado que a empresa agiu de má-fé, ela pode ser condenada a devolver em dobro o valor que o cliente pagou indevidamente, podendo ainda, ser indenizado em danos morais e materiais.

Uma cobrança indevida pode causar muitas dores de cabeça para todos os envolvidos, muito melhor é que as coisas possam ser resolvidas amigavelmente.

Se decidir negativar o nome de um cliente, tenha certeza de que não se trata de valores errados ou já pagos.

Caso uma cobrança indevida não seja resolvida amigavelmente, o melhor a ser feito é buscar a orientação de um advogado. 

O profissional irá analisar o caso e propor soluções dentro da lei, visando finalizar a cobrança, restituir o valor, e intermediar um possível processo indenizatório.

Se precisar de mais informações sobre isso, pode consultar um de nossos especialistas clicando aqui.

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Cobrança Empresarial

Como Diminuir a Inadimplência em 7 passos

Diminuir a inadimplência é uma meta que a maioria das empresas buscam. A questão é como fazer isso?

Ao criar estratégias contra a inadimplência, as empresas estão lutando contra uma maré preocupante. Afinal de contas a taxa de endividamento das famílias brasileiras aumenta a cada dia.

Em matéria recente (01/07/2021), o Portal G1 noticiou que, em junho de 2021, tivemos o maior endividamento dos últimos 10 anos. Segundo o portal, 69,7% das famílias brasileiras afirmam estar inadimplentes em alguma dívida. Além disso, a Agência Brasil também noticiou que em maio deste ano, havia mais de 62 milhões de brasileiros endividados.

Se as pessoas não estão conseguindo pagar suas dívidas, para quem fica a conta? Para as empresas! Por isso, esses números são tão alarmantes.

A boa notícia é que é possível criar estratégias para amenizar o problema. Você só precisa entender como diminuir a inadimplência.

É disso que falaremos agora, neste artigo vamos ajudá-lo a identificar as causas da inadimplência e a traçar estratégias para reduzir o problema.

Leia também Como Cobrar um Cliente.

Como diminuir a inadimplência – entenda as causas

Seria um erro pensar que as pessoas estão adquirindo um produto ou serviço já com a intenção de não pagar. Embora isso aconteça, a maioria das pessoas enfrentam problemas que as levam à inadimplência. Alguns destes problemas são:

FALTA DE EDUCAÇÃO FINANCEIRA

Muitas pessoas têm dificuldades de administrar seu dinheiro e depois se veem atoladas em dívidas que não conseguem pagar.

Veja algumas situações comuns que podem prefigurar falta de educação financeira por parte das pessoas:

  • má administração e falta de controle;
  • emprestar o nome para outra pessoa comprar;
  • acúmulo de parcelamentos.

IMPREVISTOS FINANCEIROS

Acontecem casos de pessoas que contraem uma dívida que podem pagar, mas, sofrem reveses financeiros e passam a ficar inadimplentes. Alguns destes problemas podem ser o desemprego ou a diminuição da renda familiar.

Ocorre também que, o aumento da inflação em itens básicos de sobrevivência está diminuindo a capacidade de compra das pessoas, que começam a optar por ficar inadimplentes para reservar recursos para as despesas básicas da família.

No caso de empresas, poderá ainda haver outros imprevistos como: pagamento de indenizações, quebra de equipamentos, incêndios, acidentes e etc.

DOENÇAS

Em 2021, as doenças foram uma grande causa para a inadimplência, tanto as físicas como as mentais.

Pense no impacto financeiro que a doença de um trabalhador autônomo pode gerar no orçamento familiar. Além de não poder trabalhar, as despesas com hospitais e medicamentos podem ser bem pesadas.

Também há casos de pessoas com problemas emocionais que compram compulsivamente e não conseguem pagar tudo que adquirem.

EXPERIÊNCIA DE CONSUMO RUIM

Pessoas que se sentem injustiçadas quando não conseguem devolver um produto ou cancelar um serviço também podem decidir não pagar pelo que consumiu. Ainda há aqueles que não se informam completamente dos termos de compra e depois reclamam de cobranças que consideram indevidas.

Essas são as principais causas da inadimplência que podem afetar diretamente as empresas de todos os segmentos.

Mesmo que sua empresa forneça produtos e serviços para outras companhias, você provavelmente será afetado pelos itens acima. E se os clientes das instituições que compram de você sofrerem com os problemas acima, eles podem ficar inadimplentes também.

Impactos da inadimplência na sua empresa

É um cenário de horror, as empresas precisam pagar pelos custos para manter seu fornecimento, mas não recebem o dinheiro do cliente. Essa situação pode afetar drasticamente o fluxo de caixa, reduzir o capital de giro e consequentemente a rentabilidade da empresa.

A maioria das empresas se preparam para esse tipo de problema. No entanto, uma taxa de inadimplência alta demais compromete os lucros da empresa.

O sonho dourado é manter a inadimplência a 0%, mas a realidade é que esse problema não é completamente inevitável.

Existe uma taxa aceitável de inadimplência?

Bom, cada ramo de atividade tem sua taxa ideal. Depende do valor dos produtos ou serviços, do público que atende, das condições de pagamento, etc.

No entanto, qualquer que seja a taxa de seu segmento, as empresas sempre podem trabalhar com metas para direcionar as ações de como diminuir a inadimplência.

7 estratégias de como diminuir a inadimplência

O segredo é organizar um sistema de ações que funcione bem na empresa. Procedimentos automatizados ou não que identifiquem rapidamente os atrasos de pagamentos e possibilite ações para resolver o problema.

Veja algumas ideias práticas.

1 – CONHEÇA SEUS NÚMEROS

Você precisará de uma pessoa que acompanhe diariamente estes números. Saiba qual sua taxa de inadimplência atual, identifique o que você considera aceitável, crie metas de redução e faça acompanhamentos diários para saber se há atrasos de pagamentos.

2- CONHEÇA SEU PÚBLICO

Aqui é importante entender as causas de inadimplência principais de seu negócio. Você poderá identificar um perfil de cliente que costuma dar problemas no pagamento e monitorar estes perfis com mais atenção.

O contrário também é verdadeiro, crie um perfil de cliente ideal – que você considera bom pagador. Você poderá trabalhar com a equipe de marketing e vendas para eles atraírem clientes bons pagadores.

3- INCENTIVE BONS PAGADORES

Incentivar o pagamento antecipado e à vista é sempre uma boa opção. Diversifique seus meios de recebimento para permitir que o cliente tenha mais facilidade na hora de pagar.

Algumas das vantagens que você pode oferecer para incentivar o pagamento são: descontos, bônus, cartões de fidelidade ou brindes.

4 – ORGANIZE AÇÕES PREVENTIVAS

Algumas ações preventivas podem ser tomadas para prevenir a inadimplência. Veja alguns exemplos:

Procedimentos de aprovação de crédito

Vendas de altos valores para novos clientes podem merecer atenção especial na saúde financeira de quem está comprando. Crie procedimentos que orientem a equipe de vendas a identificar os casos que precisam de maior análise.

Boletos

Crie um sistema de lembretes para avisar as datas de vencimento dos boletos. Tenha certeza de manter o cadastro dos clientes atualizados e de disponibilizar segundas vias, caso necessário.

Cartões de Crédito

Criar um procedimento para avisar o cliente quando houver problemas no pagamento para que ele refaça a transação pode ajudar a evitar pedidos não pagos.

Um problema recorrente, principalmente em e-commerce, é a solicitação de estorno da compra no cartão de crédito. Certificar-se de ter um cartão de crédito no mesmo nome da pessoa que fez o pedido é uma boa forma de prevenir problemas com as administradoras de cartões.

5 – ORGANIZE UM PLANO DE AÇÃO

Depois do atraso no pagamento, é hora de agir para sanar a situação. Organizar o que deve ser feito e quando é a parte essencial do seu plano de como diminuir a inadimplência.

Use a tecnologia

Use um sistema de mensagens automáticas e disponibilize páginas para que os clientes possam alterar a forma de pagamento ou imprimir novas vias dos boletos.

Suspenda imediatamente o fornecimento

Ter procedimentos que garantam que o cliente não vai contrair novas dívidas é importante para reduzir os prejuízos da empresa.

Ter um escritório de advocacia assessorando você a criar este procedimento é essencial, pois dependendo dos serviços, as empresas precisarão de amparo legal para poder cortar imediatamente o fornecimento.

6 – ESTEJA DISPOSTO A NEGOCIAR

Quando as automações não resolvem, é hora de negociar. Neste momento você precisará tomar ações adequadas para lidar com a (s) respectiva (s) causas da inadimplência.

Você identificará pessoas que são devedores pontuais e estão dispostas a resolver a situação, isso pode facilitar muito as negociações. Também haverá situações em que você perceba que o cliente não conseguirá honrar o compromisso a menos que você reduza ou parcele as dívidas. Por isso, seja flexível!

Outra coisa importante é o treinamento da equipe para lidar com cada situação. O negociador precisa manter um tom cordial e objetivo.

Algumas empresas esquecem que a postura do funcionário representa a postura da empresa. Se o cliente for indevidamente constrangido quando da cobrança, a empresa poderá responder pelo excesso e, ao invés de solucionar o problema da inadimplência, aumentar o seu prejuízo. Isto porque, o artigo 42 do Código de Defesa do Consumidor veda a cobrança abusiva e vexatória. Vejamos:

“Na cobrança de débitos, o consumidor inadimplente não será exposto a ridículo, nem será submetido a qualquer tipo de constrangimento ou ameaça.”

Deixe tudo bem documentado para evitar acusações contra sua empresa.

7 – TENHA ASSESSORIA EM DIREITO EMPRESARIAL

Com os tópicos que pontuamos acima, é possível perceber que a empresa precisa estar bem assessorada ao criar seus procedimentos de como evitar a inadimplência.

O Direito Empresarial é uma área de atuação do direito privado especializada em atividades comerciais. Um expert no assunto pode orientar sua empresa juridicamente para evitar conflitos ou acionar a justiça em caso de necessidade.

Para solicitar a orientação de um advogado especialista no assunto, basta entrar em contato.

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Cobrança Empresarial

Como cobrar um cliente?

Já pensou se você nunca precisasse cobrar um cliente? Isso seria ótimo. Ninguém gosta de fazer cobranças, é um desafio para o empreendedor e pode ser bem desconfortável. Então, como cobrar um cliente de maneira educada e eficiente? 

Empreender, na maioria das vezes, é como realizar um sonho, mas traz muitos desafios. Infelizmente o empreendedor não pode se dar ao luxo de não cobrar seus clientes, pois seria um grande prejuízo para a empresa. São muitos os desafios de empreender, abaixo citamos alguns:

  • alta carga tributária;
  • falta de estímulo de crédito;
  • concorrência alta;
  • risco de falência;
  • burocracia para empresas;
  • escolher um nicho que o empreendedor goste;
  • conseguir fazer a gestão empresarial.

Podemos adicionar a essa lista de desafios fazer cobranças. Especialmente agora em que a pandemia trouxe grandes revés financeiros para muitas pessoas.

Observe esse artigo publicado no portal G1

“Percentual de famílias com dívidas chega a 70% e Brasil atinge o maior nível em 11 anos, aponta a CNC. O mês de junho teve o maior percentual de famílias endividadas no Brasil desde 2010, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

O 1º semestre do ano acabou com 69,7% das famílias brasileiras endividadas, alta de 1,7% em relação a maio e de 2,5% em comparação a junho de 2020. Pela segunda vez seguida houve também alta na inadimplência.

Certamente é um desafio manter as contas em dia num cenário como esses. Para ajudá-lo a superar esse desafio, vamos considerar algumas estratégias para cobrar um cliente sem aborrecê-lo.”

Tipos de atrasos e como cobrar um cliente

Conhecer o perfil dos clientes inadimplentes ajudará a fazer uma cobrança mais efetiva. Dentre eles podemos destacar as questões abaixo.

  • Devedor desorganizado – é o cliente que atrasa os pagamentos por falta de organização e planejamento, tem o hábito de comprar por compulsão, mas depois costuma negociar e quitar a dívida.

  • Devedor ocasional – é o cliente que sempre paga as contas em dia, mas por motivos circunstanciais se torna inadimplente. Para abordar esse cliente é bom ter discrição, pois ele pode se sentir humilhado e facilmente desgastar a relação com a empresa.

  • Devedor negligente – é o cliente que tem a vida financeira bem desorganizada. Esquecimento e confusão são comuns para ele. Essas negociações são complexas e a empresa precisa de clareza nos acordos.

  • Mau pagador – Esse é o mais difícil de lidar, é o cliente que não se importa com cobranças e não se preocupa com o próprio nome. A abordagem deve ser com firmeza e, se necessário, com  recursos legais.

Se sua empresa tem muitos clientes assim, é possível minimizá-los por meio de uma boa gestão. As dicas abaixo vão ajudá-lo a ser mais eficiente e evitar a inadimplência.

Como evitar inadimplência com uma boa gestão

Uma boa dica é trabalhar de forma preventiva. Tomando algumas medidas prévias, você poderá evitar ter de fazer cobranças aos seus clientes.

Nós temos em nosso blog um ótimo artigo falando deste assunto. Acesse o artigo aqui, se quiser complementar a leitura. 

No entanto, vamos deixar algumas informações extras para ajudar você a se organizar para evitar cobranças indelicadas.

Ter o cadastro de clientes com histórico de pagamentos

Com um bom cadastro é possível monitorar os pagadores e observar a pontualidade dos clientes. Use ferramentas e software para gestão de cobrança que facilitará a análise de crédito e consultas online sobre os clientes.

Analise o cliente

É importante analisar a situação do cliente. Pergunte-se:  

  • qual a importância desse cliente para a empresa? 
  • qual o volume de faturamento? 
  • há quantos anos ele é cliente?
  • qual o histórico dele, costuma atrasar pagamentos?
  • qual a perspectiva de crescimento desse cliente?
  • qual a saúde financeira da empresa e dos acionistas?

Lembretes eletrônicos

Configure mensagens e lembretes por meio de mensagens SMS, e-mail e outros. Você poderá configurar estes lembretes para antes e depois do vencimento. Só não esqueça de fornecer meios do cliente efetuar o pagamento através de links de pagamento.

Treine a equipe

É importante que os funcionários responsáveis em cobrar o cliente, estejam bem treinados. Eles precisam conhecer o Código de Defesa do Consumidor para evitar problemas com a justiça ao fazer uma abordagem exagerada de cobranças e ameaças. 

Ofereça alternativas

Para os clientes inadimplentes, é possível oferecer facilidades de pagamento, ambos saem ganhando e o cliente fica aberto para novas negociações. Juros altos de condições de parcelamento abusivos dificultam o cliente de quitar o débito.

Fique atento à sazonalidade dos setores

Conhecer os momentos em que seus clientes passam por períodos de quedas nas vendas, torna o relacionamento mais próximo e possibilita oferecer benefícios especiais durante situações difíceis e prevenir inadimplência.

Como cobrar um cliente sem ser indelicado

Cobrar é o primeiro passo para receber de um devedor, mas fazer com cautela é essencial para evitar uma retaliação judicial e perder o cliente.  Assim como o consumidor está protegido por lei, assim também a legislação protege o comércio.

Mas como fazer cobranças e lidar com clientes inadimplentes?

Abaixo consideraremos quatro técnicas de cobrança que podem te ajudar.

  1. Cobre sem preocupações – cobrar é importante para resolver problemas e estreitar relacionamentos. Apesar de desconfortável, aja naturalmente e tenha segurança no que está falando.

  1. Mostre-se interessado em entender o que aconteceu – Tentar entender o que houve e demonstrar interesse em ajudar seu cliente o ajudará a sentir-se confortável e aberto a negociações.

  1. Seja educado – uma atitude cordial e um tom de voz amigável tornará a conversa mais produtiva e tranquila com o cliente.

  1. Tenha argumentos sólidos – apresente os benefícios que a quitação da inadimplência garante. Faça a análise do cliente e do planejamento de cobrança da empresa, prepare-se bem para conversar com o cliente.

  1. Saiba abordar – a cordialidade e discrição é importante, um cliente magoado pode abandonar e fazer propaganda negativa da empresa. Lembre-se que o objetivo da cobrança não é apenas o pagamento da dívida, mas também ele continuar comprando e contratando os serviços, cuidado para não o constranger.

  1. Saiba negociar – A maneira de conduzir essa etapa vai depender do que foi planejado anteriormente, ao analisar o perfil do cliente, tente preservar as relações comerciais. 

Conheça as estratégias de negociações: receber uma parte na renegociação e parcelar o restante, abonar multas ou juros, conceder extensão de prazos, descontos e até a devolução de parte das mercadorias ou redefinição do escopo de contratos.

Saber a situação do cliente para negociar evita problemas, tenha o histórico do inadimplente em mãos, seu objetivo é receber o máximo possível dentro do menor prazo. Mas saiba equilibrar a situação, as negociações têm o poder de decidir se o relacionamento com o cliente será fortalecido ou se será cortado, então merece cautela. 

  1. Faça contratos objetivos e claros – contratos redigidos em linguagem simples e clara são mais respeitados pelas partes. Por isso, ao realizar uma venda ou contratação de serviços crie contrato com objetivos e condições evidentes, deixe claro data de vencimento, cláusulas de pagamento, multas e juros.

Como vimos, é possível cobrar um cliente e ainda assim estreitar seus relacionamentos para futuras parcerias, tão importante quanto fazer um cliente pagar sua dívida é mantê-lo como consumidor da sua empresa.

Através boas estratégias, como oferecer vantagens de um pagamento realizado no prazo, ser sutil e respeitoso ao fazer cobranças ajudará mantê-lo na empresa e não cometer futuras inadimplências.

O que achou deste artigo? Se você gostou, mas ainda está com dúvidas sobre o assunto, converse com um especialista e tire suas dúvidas sobre Direito Empresarial.

Caso tenha interesse em receber a orientação de um advogado especialista você poderá entrar em contato clicando aqui.

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